12
- setembro
2018
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MANIFESTO ALAB sobre Memorando assinado entre MEC e Conselho Britânico

A Associação de Linguística Aplicada do Brasil – ALAB – vem a público manifestar sua preocupação diante da notícia publicada no site do governo britânico sobre a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) que estabelece parceria entre o Conselho Britânico e o Ministério da Educação (MEC) do Brasil, para estabelecimento de parcerias para a melhoria do ensino da língua inglesa no Brasil, sem o envolvimento das Instituições de Ensino Superior – IES – brasileiras, responsáveis pela formação de professores para atuar no ensino de inglês da Educação Básica no Brasil. De acordo com o Memorando, a melhoria do ensino de inglês no país acontecerá através de preparação e treinamento de professores, soluções tecnológicas e materiais voltados para educação, com foco em garantir a aprendizagem de excelência.
A ALAB indaga como o MEC pretende apoiar um programa que objetive preparar e treinar professores de língua inglesa abrindo mão das contribuições que as instituições superiores que o próprio governo fomenta e que são responsáveis pela formação de professores por meio da oferta de cursos de licenciatura em língua inglesa poderiam dar na definição e realização do programa. Embora esse seja um programa que envolva especificamente profissionais da Educação Básica, a ALAB destaca que são as IES brasileiras as responsáveis, no Brasil, pela formação de profissionais para atuar nessa instância.
Embora a ALAB não negue o valor do trabalho desenvolvido pelo Conselho Britânico no Brasil, a associação não pode deixar de lamentar a lacuna observada pela falta de articulação e união de esforços junto às EIS brasileiras visando iniciativas colaborativas para melhoria do ensino/aprendizagem de inglês e para a formação e professores de inglês no Brasil. Reconhecemos a existência de chamadas abertas para parcerias entre instituições brasileiras de ensino superior e o Reino Unido, no desenvolvimento de pesquisas, em relação à formação de professores de língua inglesa, ainda que o Conselho Britânico e o MEC pareçam não reconhecer a existência, no Brasil, de especialistas altamente qualificados para formar, capacitar e treinar professores. Esses especialistas se encontram nas universidades e certamente teriam o interesse e a boa vontade em participar de projetos colaborativos visando a melhoria do ensino de língua inglesa no Brasil. A ALAB, portanto, manifesta seu pesar com a postura do MEC e do Conselho Britânico de não incluirem os especialistas brasileiros em ações voltadas para formação de professores de inglês para atuar na Educação Básica.

Diretoria ALAB