07
- dezembro
2017
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ALAB se posiciona contra condução coercitiva na UFMG

 

 

 

É com muita preocupação que estamos acompanhando os últimos ataques às universidades públicas e gratuitas brasileiras. Hoje recebemos a notícia de que o reitor, Jaime Arturo Ramírez, a vice-reitora, Sandra Regina Almeida, o ex-reitor Clélio Campolina e a ex-vice-reitora Heloisa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foram conduzidos coercitivamente à Polícia Federal para prestar esclarecimentos quanto ao suposto desvio de recursos para a construção do Memorial da Autonomia.

Embora compreendamos a importância de investigações acerca dos usos e/ou desvios de verbas públicas, repudiamos os métodos abusivos e arbitrários que têm sido aplicados pela Polícia Federal, Ministério Público, Controladoria Geral da União e outros órgãos em ações no âmbito das universidades públicas. Tais métodos, caracterizados pelo desprezo de trâmites administrativos e legais através da instauração do estado de exceção, levaram recentemente ao trágico suicídio do Professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da UFSC.

A Associação de Linguística Aplicada do Brasil, ALAB, vem a público repudiar, veementemente, mais esta ação humilhante perpetrada contra universidades federais visando desmoralizar não apenas a reitoria, docentes, funcionários/as e alunos/as como também a toda comunidade acadêmica. Compreendemos tal ação como mais um ato deliberado de desmonte das universidades públicas, ação arbitrária que nos sinaliza o estado de exceção com perseguições políticas, ideológicas, policiais e judiciais que estamos vivendo.

Reafirmamos nosso compromisso com a democracia, o ensino público e gratuito!

Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 2017.

Diretoria da Alab – biênio 2015- 2017